terça-feira, 19 de maio de 2015

Resenha Diário de Anne Frank


       Vou ler de novo e de novo, e de novo...

Sim, esse sem dúvida foi o livro que mais me prendeu, pena que com a correria só agora vim publicar meus pensamentos a respeito desse livro tão especial...e a capa gente??? Como pode haver uma capa tão perfeita ♥ Apaixonadaaaaaaaaaaa... Mas  vamos lá...

Me apaixonei tanto pela capa e figuras desse livro que fiz um video somente mostrando essa parte, tem fotos da família Frank e de alguns moradores do Anexo Secreto, esse era o nome do lugar onde Anne, sua família e outros amigos da família se esconderam.




A capacidade humana, o instinto de sobrevivência, a força e garra interior sobrepõe qualquer desafio. Duvida? Se coloque em uma determinada situação e verás a grandeza que existe armazenada dentro de si.

O Diário de Anne evidencia o quanto podemos sobrepujar nossos desafios e em meio a eles achar beleza mesmo nas mínimas coisas. Por quase 3 anos Anne ficou escondida nesse sótão com sua família. Por não poderem sair pra absolutamente nada senão seriam pegos pelos nazistas, você percebe no diário de Anne suas frustrações, seu tédio, sua impaciência e inquietação de uma pré adolescente. Interessante também notar seu crescimento e descobertas até mesmo da puberdade num lugar tão limitado, nota-se também seu amadurecimento precoce, onde passa a entender e respeitar os limites de cada um lá dentro. Ela torna o diário de fato uma amiga íntima chamado-o de Kitty, onde revela seus sonhos, seu desejo de ser uma escritora famosa (o que de fato aconteceu), segredos, seu amor e admiração pelo seu pai, sua falta de carinho pela mãe e também revela a admiração por sua irmã Margot. Eu particularmente adoraria conhecer Margot, que garota incrível e inteligente ela deveria ser, assim como a própria Anne. O sr. Otto Frank era além de um grande pai, um cavalheiro de primeira, seria com certeza um mórmon se vivesse nos dias de hoje hahahaha.


Tudo foi colocado no diário dela, as perseguições que acontecia lá fora com  judeus e cristãos, a comida cara e escassa. As nações entrando pra Guerra, o medo de serem pegos que rondava diariamente a vida deles naquele Anexo Secreto, seus anseios com a esperança de sairem ilesos quando tudo acabasse e a fraternidade que existia em épocas de Natal, aniversários e comemorações especiais mesmo nas condições mais precárias possíveis que viviam nesse esconderijo. O Simples céu azul era motivo de risco, mas a vontade era tanta de olhar para fora, ver a vida, apreciar o céu azul, que por um momento sequer o medo diminuía diante da vontade de apreciar a vida na íntegra, o que só era possível quando a noite chegava e a escuridão servia de guarda. Aprendi com a experiência de Anne que somos de fato pessoas livres, podemos apreciar a vida em sua totalidade, as árvores, os pássaros, a chuva, o sol e seus raios quentes que nos aquece, a relva, as pessoas, os lugares que frequentamos...isso tudo é tão comum, tão normal em nossa vida que esquecemos de sermos gratos pelo privilégio e dom da vida. Não, não estamos em  problema enquanto nossa capacidade armazenada não foi ainda testada, usada... se ela ainda está lá guardada, armazenada, se não a usamos ainda em sua totalidade, então ainda não fomos testados suficientemente. Então que possamos ser ainda mais gratos e quando chegar os desafios, a necessidade do tal instinto possamos abraçar a causa e lutar por aquilo que um dia tivemos, a Vida... A vida em abundância.
O verdadeiro Diário de Anne (Museu em Amsterdam)



Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsenfevereiro de 1945), foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela tornou-se mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu Diário, no qual escrevia as experiências do período em que a sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes doséculo XX.
Embora tenha nascido na cidade alemã de Frankfurt am Main, Anne passou a maior parte da vida em Amsterdã, nos Países Baixos. Sua família se mudou para lá em 1933, ano da ascensão dos nazistas ao poder. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o território holandês foi ocupado e a política de perseguição do Reich foi estendida à população judaica residente no país. A família de Anne passou a se esconder em julho de1942, abrigando-se em cômodos secretos de um edifício comercial.
Durante o período no chamado "anexo secreto", Anne escrevia no diário suas intimidades e também o cotidiano das pessoas ao seu redor. E lá permaneceu por dois anos até que, em 1944, um delator desconhecido revelou o esconderijo às autoridades nazistas. O grupo foi, então, levado para campos de concentração. Anne Frank e sua irmã Margot foram transferidas de Auschwitz para o campo de Bergen-Belsen, onde morreram de tifo em março de 1945.
Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente da família, retornou a Amsterdã depois da guerra e teve acesso ao diário da filha. Seus esforços levaram à publicação do material em 1947. O diário, que foi dado a Anne em seu aniversário de 13 anos, narra sua vida de  15 de Junho de 1942 até 1 de agosto de 1944. É, atualmente, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo

Apaixone-se por Anne como eu e fique por dentro de mais...
https://www.youtube.com/watch?v=dgX6ceLAR_0
https://www.youtube.com/watch?v=UNa_9mO770c

Otto Frank (pai de Anne)                                           Edith Frank (mãe)







Margot (irmã de Anne)                   Anne Frank



Otto Frank e seus leais amigos, os quais os esconderam no Anexo e auxiliou-os até o últimos instantes.
"Amigos de verdade nunca te abandonam" (Artur da Távola)

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